Evite causar ataques de Epilepsia Fotosensitiva
Arquivo de (Acessibilidade) por Felipe Cardozo em 20-02-2008 - 872 visualizações
Tags: Acessibilidade, epilepsia fotosensitiva
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Em junho de 2007 foi retirado do site dos Jogos Olímpicos de Londres uma animação em que aparecia seu novo e polêmico logo em movimento e associado com vários faixas de luz muito velozes. A causa é que essa animação causou a denúncia de 22 usuários com Epilepsia Fotosensitiva (no Reino Unido existem 22.000 pessoas que sofrem com esse tipo de Epilepsia) que sofreram convulsões ao visualizar o site, conforme denúncia da Epilepsy Action [1].
Isso para mim é um fato totalmente novo, mas não para o mundo todo, após o famoso caso de 1997 onde cerca de 600 crianças e adolescentes foram hospitalizados no Japão após assistir um episódio de Pokemon com estimulos luminosos intensos.
Já em 1993 a Nintendo estabelecia indicações para que não se incorporassem faixas de luz bruscas, violentas e contínuas em seus jogos, apos que no ano de 1992 foram registrados casos de ataques fotosensitivos de epilepsia entre seus usuários no Reino Unido.
O que é?
A Epilepsia Fotosensitiva é um problema causado por uma resposta anormal do cérebro as luzes intermitentes (tipo flash), que se deve ao mecanismo no cérebro que controla a reação a informação visual é “defeituosa ou ausente” as pessoas que sofrem desse tipo de epilepsia, segundo o doutor Vittorio Porciatti, do Instituto de Neurofisiología da Universidade de Pisa.
Além de luzes intermitentes e relâmpagos rápidos, em especial se são roxas, os ataques podem ser causados, as vezes, por certas formas e padrões geométricos. A frequência em que a luz pisca e provoca os ataques varia de pessoa para pessoa. Geralmente se dão em frequências que oscilam entre 5 e 30 flashes por segundo (hertz). Ha pessoas que são fotosensitivas a frequências mais altas, mas é comum a epilepsia fotosensitiva entre os 5 Hertz.
Cerca de 0,5% da população mundial é epilética, sendo que deste total, 3% (é dizer que 0,015 % da população total), é fotosensitiva. A Epilepsia Fotosensitiva é mais comum entre crianças do que em adultos, e ataca mais mulheres do que homens.
Também é interessante dizer que os estímulos visuais que desencadeam convulsões em pacientes com Epilepsia Fotosensitiva provocam em outros indivíduos sensações de incômodo visual e percepções anómalas.
Epilepsia fotosensitiva e a WAI
7.1 Não permita ao usuário deixar a tela reluzente, evite também deixar a tela reluzente [Prioridade 1]
Nota: Pessoas com Epilepsia Fotosensitiva poderiam sofrer ataques por uma cintilação que existe entre a gama de 4 a 59 flashes por segundo (hertz), com um pico simples de 20 flashes por segundo, bem como mudanças bruscas do escuro para o claro (como as luzes estrobo).
Portanto, permita ao usuário evitar o conteúdo que possa causar ataques de epilepsia fotosensitiva.
Ferramentas
Existem 2 ferramentas que para avaliar se nossas animações podem provocar um ataque de epilepsia:
- Epilepsia a Flashes e Fotosensitividade.
- É uma ferramenta on-line disponibilizada em espanhol. Só valida gifs animados (indicando a URL do gif e também indicando a URL da página para que se verifique todos os gifs da mesma).
- Para avaliar uma animação em Flash (ou em qualquer outro formato) a partir dessa ferramenta, será necessário exportá-la primeiro para u gif animado.
- Photosensitive Epilepsy Analysis Tool (PEAT).
- É uma ferramenta local e gratuita desenvolvida pela Trace Center da Universidade de Wisconsin. Permite analisar somente animações em formato .avi, portanto, para verificar outro tipo de formato será necessário primeiro exportá-la para .avi.
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- Fonte: Pinceladasdaweb/blog




Legal esta matéria hein Felipe….
Show!!!
Abraços e vamo que vamo